Análise de Anime [13] – Love Live!

Esses dias estive sem muito anime pra assistir. Fiquei tipo numa fossa de anime depois de começar a assistir Hunter x Hunter e terminar o arco dos Chimera Ants. Não por ser um shounen viciante, mas porque tinha tanto episódio que eu fiquei semanas, se é que não deu uns 2~3 meses, fazendo o ritual de assistir um episódio toda noite enquanto jantava (quem nunca, né?)… até que passei pra ver 2 por noite… depois 3… até que acabou tudo e fiquei sem vontade de continuar os meus animes anteriores, além de meio que perder a graça de ver animes com muito fanservice.

Não sei como começou, mas acabei viciando no jogo móvel de Love Live, chamado School Idol Festival, talvez o jogo mais viciante que eu joguei no meu celular (o porquê eu deixo pra postar no Face mais tarde). Isso acabou me incentivando pra ver o anime original, já que animes parecidos como Idolm@ster e AKB0048 sempre tiveram boas músicas e uma boa dose de drama no decorrer da série (ao invés de Aikatsu, que é cancerígeno)

O anime da Sunrise, mesmo estúdio de Accel World (!)e Code Geass, não é baseado em idols de verdade como em AKB0048, mas apenas de um grupo fictício feito pelas próprias dubladoras das personagens principais do anime. Até aí não deveria ser nada de mais, mas como o período em que vivemos gosta de glorificar o moe das personagens, a série acabou estourando, rendendo uma segunda temporada lançada neste ano, OVAs, CDs de música, light novels, mangá (até hoje me pergunto o motivo de lançarem coisas escritas de uma série musical, mas ok), 3 jogos para o Vita, uma série em rádio e até um filme que está pra estrear ano que vem.

Mas essa hype vale mesmo tanto a pena assim? É só um anime cheio de garotinhas que cantam, não é? Bem, isso você vai descobrir agora.

História
https://youtube.googleapis.com/v/h7wlSaOvSjk&source=uds<— ouça enquanto lê a análise! xD

O anime conta a história de Kousaka Honoka, uma segundanista bem enérgica e alegre que adora a escola em que estuda por ser lá que ela encontrou com suas duas melhores amigas, Sonoda Umi e Minami Kotori, além de sua família estudar lá como tradição. Com o anúncio que a escola fecharia por falta de novos alunos prestando as provas de admissão, Honoka tenta desesperadamente achar algo para manter a escola viva tentando de algum jeito atrair novos estudantes para a escola. Um jeito que ela descobre é se inspirando num grupo de ídolos escolares de uma escola próxima, que além de ser bem tecnológica, possui o A-RISE, grupo de ídolos escolares mais famoso da região.

Nico me frustra pelo seu lado bitch, mas ela tem seu lado cauaí.

Assim, o anime narra a história de Honoka e as dificuldades que ela enfrenta para conseguir montar o seu tão sonhado grupo escolar para, assim, impedir que a escola Otonokizaka feche. Aqui, nada acontece na mágica (a maioria pelo menos…), e esse foi o ponto maneiro que eu achei do anime. Não tem essa de “quer formar um grupo de idol? Pronto, feito, tá aqui as interessadas e as músicas que você vai cantar” ou “é só fazer um skip treinando num lugar especial que tá tudo certo”. O anime chega a “perder” uns bons episódios simplesmente mostrando as dificuldades que é montar uma coreografia, como elas têm que estar em forma para aguentar os shows, a dificuldade de escrever e compôr músicas, de conseguir gente interessada pra entrar, de conseguir espaço pra treinar, e coisas que nem sempre vão como o planejado devido a fatores que simplesmente não dá pra controlar.

Maki é a deusa dessa porra, pqp!

Sim, o anime tem partes tristes mesmo, acaba tendo brigas entre o pessoal do grupo e deixa claro inúmeras vezes que o objetivo é dar uma aproximação realista das coisas, inclusive quando as coisas parecem terem dado certo e no final acontece alguma coisa que deixa aquilo num tom triste. Não chega a ser um nakigê, mas tem os seus momentos. Fora isso, o ritmo é bem alegre e engraçado, com bastante coisa pra prender a sua atenção, seja as próprias personagens e suas histórias para entrar no grupo de idols. No começo, parece mais ser cu doce delas, e até mesmo que todas são tsunderes vadias, mas acredite, isso vai mudar e você vai gostar da mudança.

Animação e Trilha Sonora

A animação da Sunrise é uma das minhas favoritas pessoalmente, perdendo em qualidade só pra Ufotable mesmo (Fate/Zero, Kara no Kyoukai). Os movimentos são bem fluidos, as proporções são bem fiéis durante os episódios (exceto em raros momentos quando o ângulo ou a interface 2D pra 3D atrapalha), os movimentos até que são realistas e as expressões das personagens raramente ficam exageradas ou estranhas de algum jeito. Se fosse pra criticar, apenas se eu considerasse a saturação de cores nos olhos das personagens que em certas vezes é bem exagerado (especialmente na Eri e na Maki).

A modelagem em 3D durante os “clipes” das músicas do grupo ainda é algo que vai demorar pra ser dominado pela indústria, já que vira e mexe dá pra perceber inconsistências e movimentos exagerados. Confesso que dá um trabalho da porra se eles fossem reproduzir isso tudo em 2D e têm softwares por aí que animam direitinho personagens em 3D sem um trabalho excessivo (MMD prova isso).

A trilha sonora, como é de se esperar num anime desses, é bem alegre e com batidas cheias de emoção pra fazer o espectador arrepiar e ter vontade de pular. Durante os episódios, apenas uma música de fundo ou outra que reflete sensações tristes, mas o resto é só alegria e risos. Quanto às músicas cantadas, mesmo tendo praticamente uma em cada episódio, sinto que poderiam ter colocado mais e não ficar repetindo músicas, especialmente no começo. Mesmo isso não tirando o mérito de serem músicas bem boladas e com nenhuma que eu possa dizer que odiei, achei que certas vezes é desnecessário o anime “esfregar” algumas músicas nos seus ouvidos.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos

É complicado falar em detalhes sobre este anime. A história acaba não passando de uma desculpa para ser “mais um anime de idols e personagens bonitinhas que rendem vários doujinshis yuri”, quase que descaradamente copiando a fórmula de muitos animes que só existem para criar uma fanbase que compre os seus produtos que futuramente serão lançados.

Lembra que eu falei que odeio anime sem história? Pois é, cada vez mais que aumentei meu contato com demais animes de gêneros diferentes, minha opinião acabou por, pouco a pouco, mudar desde meu contato com Boku wa Tomodachi ga Sukunai. Mesmo a história sendo irrisória, os episódios deixam você se aproximar com a rotina das personagens que são meras estudantes de colegial. Nada de super poderes ou de “tenho dinheiro pra fazer o que eu quiser” nem nada do tipo. São apenas garotas normais correndo atrás de um objetivo em comum, que a cada episódio que passa, fica claro que elas acabam gostando de serem ídolos e fazer as pessoas sorrirem ao sorrir com a alegria de fazer o que gosta (eita espiral da felicidade, né não, Komari?)

“Posso ter o corpo e atitude de puta, mas com essa roupa de miko, sou uma santa!”


Isso, por incrível que pareça, despertou algo dentro de mim que fez ter fé na série, pois ela acaba ensinando, inconscientemente, que sempre há um jeito de correr atrás de seus sonhos, por mais que tenham as dificuldades, a dependência de outras pessoas com comportamentos que muitas vezes você não consegue manipular, o problema de arranjar tempo e de mais uma caralhada de coisas. Bobeira? Nem um pouco. São raros os animes que dão uma lição de moral dessas com história e tudo, quem dirá sem nem uma história decente.

Além disso, outro aspecto que também gostei que tinha em AKB0048, é que as músicas cantadas sempre têm algum sentido durante a série, não pelo ritmo ou entonação que deve ser dado a uma certa cena, mas pela letra que muitas vezes resume os desafios que foram enfrentados, com uma coreografia bem hipnotizante, ritmo contagiante e simplesmente com 9 cantoras com vozes que dão um charme, especialmente considerando que elas não são cantoras profissionais e que estão fazendo músicas originais.

#molhadinha

Se isso tudo ainda não o convenceu de ver o anime, talvez ainda assim os momentos engraçados vão te cativar, ou mesmo alguma personagem vai ter algum fetiche ou personalidade que desperte seu interesse, mas se você está esperando algo como histórias de amor envolvendo as personagens (mesmo com garotos… aliás, você vai contar nos dedos quando aparecer algum personagem masculino que não seja o pai da Honoka) ou alguma coisa mais melodramática, então o anime não vai ter mais nada para lhe oferecer.

Conclusão e Nota Final

https://youtube.googleapis.com/v/8KJ4anD81Pk&source=udsSim, o anime me surpreendeu. Eu achava que seria apenas um anime pra eu passar o tempo, mas acabou fazendo que eu gostasse do estilo que ele adota pra narrar sua história. Não chega a ser nada sério ou que vai me fazer colocá-lo como referência para outros animes no futuro, mas posso dizer que tive uma experiência bem divertida com a série, o que vai me fazer acompanhar mais um pouquinho do conteúdo dela na segunda temporada (que ainda estou vendo, mesmo eu achando um tanto mais fraco que a primeira) e do futuro filme.

Novamente reitero: não é um anime que você deve levar a sério só pelo que eu falei da moral que ele passa. Não tem problema nenhum se você simplesmente ignorar tudo isso e assistir pelo motivo que você prefere, mas ao meu ver, não sei o motivo de tanto ódio com o anime. Seria a falta de fanservice? A falta de uma história que se mantenha forte e evolutiva como as personagens do anime? Seria por causa das personalidades de algumas delas? Seriam pela quantidade de material capaz de fazer memes?

“Vem aqui, sua delícia!”

Não sei, mas seja lá pelo motivo que for, se você ainda não assistiu e quer um anime de leve pra degustar e ver se entra na pilha, vá em frente!

 – Pontos Fortes 
      *Personagens bem diferentes e que evoluem com o tempo
      *O tom mais realista da série comparado com seus semelhantes
      *Momentos genuinamente tristes e dilemas pra refletir
      *As músicas viciam bastante
      *Personagens revezam os holofotes em cada episódio, o que vai agradar todo mundo
 – Pontos Fracos
      *De vez em quando o ritmo é quebrado sem muito motivo
      *Alguns problemas parecem serem resolvidos de maneira simples (até demais)
      *Sem personagens masculinos?

Nota Final: 8,0/10

Isso é tudo por hoje. Vejo vocês na próxima, e se demorar, feliz natal e feliz ano-novo (super) adiantados pra vocês e suas waifus!

Out.

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3 comentários em “Análise de Anime [13] – Love Live!”

  1. Muito bom essa analogia , eu concordo parcialmente com você (tive um certo preconceito no começo pensando que seria um moeshit qualquer), antes de ver essa série eu pesquisei um pouco sobre as musicas e coisas assim e gostei , fui ver o anime e realmente me apaixonei por tudo que tinha nele então eu acho meio sem sentido pessoas que nem ao menos tentam entender a série falarem mal dela.

  2. Eu também comecei a assistir Love Live! por conta do jogo. Bem, realmente sou suspeita pra falar, uma vez que virei fangirl na hora. Digamos que, por gostar desse gênero, me identifiquei automaticamente. Ora, junto música e dança… Duas coisas que adoro! É diferente dos outros por conta de tudo não se resolver em um passe de mágica, como se a vida fosse fácil assim. Elas cansam bastante treinando e ainda tem a Ericchi pra cagar tudo no início (você sabe do que tô falando), mas logo elas descobrem o que querem fazer.
    Devo admitir que chorei do episódio 11 ao 13 da primeira temporada, em seguida do 11 ao 13 da 2nd.
    Eu comecei a me apaixonar com o jogo Love Live! School idol festival e não demorou muito pra que conhecesse cada seiyuu e soubesse da carreira de cada uma. Me encantei com algumas, outras (como a Nitta Emi) simplesmente me fizeram detestar. Eu não gostei nada da protagonista (nunca gosto, por mais incrível que pareça) e adorei a maneira como cada uma escondia o seu sonho. Até porque, de certa forma, sou um pouco parecida. A personalidade distinta de cada personagem é algo engraçado, já que a Nozomi tem tudo pra ser a yuri do grupo, mas, na verdade, não passa de uma garota escondendo suas vontades e personalidade. No final, elas sequer são tão diferentes assim.
    Enfim, posso me considerar uma fangirl perfeita pelo fato de me apaixonar como jamais aconteceu por um anime! Até mesmo as seiyuu's. Isso me assusta, pareço uma stalker.

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