A notícia mais óbvia que poderia se ter esse ano: Shingeki no Kyojin tem sua segunda temporada confirmada (e mais uma porrada de coisa)

Todos os anos, um anime entra numa hype tão forte que acaba por convencer até o pessoal que não é chegado em anime pra ver anime. Seja por achar realmente interessante ou simplesmente pelo efeito manada e ter assunto pra conversar com os amigos, não há dúvidas que desde que Anime Friends começou a ser organizado e desde quando fórums de animes ganharam repercussão no Brasil, animes assim continuam (e ainda vão continuar) a despertar a curiosidade de muitos. Em 2011, foi Mirai Nikki. 2012, Sword Art Online (que tem sua segunda temporada passando na TV japonesa atualmente). Em 2013, foi a vez de Shingeki no Kyojin, baseado no mangá original de Hajime Isayama, com direito à animação da Wit Studio.
A série narra a história de um mundo onde os humanos vivem sob constante ameaça de titãs, seres gigantes com força inigualável com qualquer ser humano normal. Os humanos normais, que vivem em cidades dentro de imensas muralhas, possuem seu poderio militar dividido em três, sendo dois desses grupos destinados especificamente a se defender dos titãs em caso de invasão deles nas cidades e outro onde apenas os melhores permanecem, já que são encarregados de explorar o mundo além das muralhas para descobrir a origem desses titãs. Eren Jaeger e sua “irmã”, Mikasa Ackerman, acabam por entrar na divisão de reconhecimento para vingar a morte de sua mãe por um titã, na esperança de poder acabar com eles, mas logo ele acaba por aprender que a jornada não é clichê igual outros animes shounen, e por isso, muitos de seus companheiros e amigos correm sérios riscos de vida ao bancarem os machões na frente de criaturas que são assustadoramente fortes e até imprevisíveis.

Pra quem viu a primeira temporada, sabe que ela terminou em um baita cliffhanger, uma vez que o final abriu mais perguntas do que respondeu as que havia deixado no começo do anime. Logo, tava meio óbvio que uma segunda temporada seria anunciada mais cedo ou mais tarde, ainda mais com o tremendo sucesso que a série teve, o que fez até a Panini trazer às pressas o mangá pro Brasil ainda no mesmo ano em que o anime passou. Não só isso, mas Isayama que não é burro nem nada tá fazendo um leite escroto da vaca leiteira que é a sua criação, com direito a anúncios de spin-offs e DOIS filmes live-action, fora a visual novel que já está sendo distribuída com os blu-rays especiais da série, produzida por ninguém menos que a Nitroplus.

Dito isso, a nova temporada do anime estreará nas TVs nipônicas em Agosto de 2015, daqui a um ano. Vai demorar, afinal, animes não são feitos do dia pra noite, além de que o estúdio confessou que ainda nem começou a trabalhar no novo anime. Não é por menos, já que Isayama fez ambos o mangá e anime em rotas diferentes, com acontecimentos exclusivos um do outro (contém spoilers), de forma a se complementarem e manterem os fãs ligados nos dois universos (e pra ele ganhar mais dinheiro com isso, claro). É uma boa tática, mas dá-lhe motivação, porque escrever uma história por si só já é um inferno, imagina duas histórias de um mesmo universo, com timelines totalmente diferentes? Ah, isso me faz lembrar dos pobres roteiristas de visual novels…

Esse foi o post curto de hoje. Até +!
Out.

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No Game No Life terá Light Novels lançadas no Brasil, Nisekoi para o Vita tem seu primeiro trailer oficial

No Game No Life foi um daqueles animes deste ano que o pessoal realmente não calou a boca… mas no bom sentido, claro. Não sei se você já leu a nossa análise do brilhante anime, mas pra resumir, é um anime fantasioso onde dois otakus hikikomoris viciados em jogos de computador acabam sendo presos num reino fantasioso, onde tudo é decidido por meio de jogos, desde conseguir dinheiro até virar rei e conquistar territórios. O criador da série, brasileiro que atende pelo pseudônimo de Yuu Kamiya, esteve morando no Japão faz tempo (também, pra arriscar a vida como escritor de light novel, o cara tem que ter as manhas), mas nunca se esqueceu das suas raízes, querendo lançar suas obras pro Brasil um dia.
Bem, esse dia chegou. Segundo ele mesmo, foram mais de 13 anos de negociações e aspirações, mas finalmente as light novels originais de No Game No Life, bem como o mangá da série, serão lançados em território tupiniquim em breve. Quando? Bem, quanto a isso, ainda não temos datas, mas é seguro colocar um prazo de 2015 como considerável, visto que editoras não gostam de anunciar novos projetos e ficar enrolando eternamente pro lançamento (além do que, se elas forem espertas, o certo mesmo seria elas fazerem o mais rápido possível e aproveitar o trem da hype que o anime deixou).
… Pô, tá duvidando da veracidade da minha notícias? Pois vai então uma foto do mural da conta oficial de Yuu Kamiya no Twitter pra vocês verem.
 Notícia boa, não acham?
Eu também, já que eu adorei a série, mal posso esperar o anúncio da próxima temporada do anime e colecionar todas as bugigangas oficiais que forem lançadas do universo que forem lançadas no Brasil (contanto que eu tenha dinheiro e espaço no armário pra eu guardar tanta tralha, lógico).
Porém, tudo tem um porém: ninguém sabe ainda qual editora vai lançar a série pro Brasil.
Afinal, quando você assina um contrato dizendo que a sua obra vai ser lançada em algum país, cade à editora anunciar as coisas, não o autor, sob pena de pagar multa, ser preso, e pior, ter o contrato juridicamente negado. Mas as chances são grandes da JBC ou a New Pop estarem publicando, visto que são as únicas editoras que publicaram light novels no Brasil até hoje (JBC publicou as LNs de Death Note, uma inclusive escrita por Nisio Isin, autor de Bakemonogatari, enquanto a New Pop tem várias no seu arsenal, como 1 Litro de Lágrimas e o anúncio da LN de Madoka Magica). Se fosse pra apostar minhas fichas, apostaria na New Pop, já que ela está fazendo bons esforços para trazerem LNs encadernadas pro Brasil, enquanto a JBC largou mão (e na moral, chances são boas que publicaram as de Death Note apenas por causa do sucesso do mangá original, que ganhou até um reboot nas bancas há um tempo).
Não estou dizendo que eu sou a voz da verdade, mas se fosse pra escolher e torcer com qual editora ficaria, escolheria ela pela qualidade na tradução e da construção excepcional de seus mangás. Tá, sairia mais caro que os mangás das concorrentes, de fato, mas se existe algo que um bom colecionador não resiste, é o de comprar coisas de qualidade. E uma tradução cagada da JBC (como traduzir “Dola-chan” como “Senhorita Dora”… se bem que esse papo de “Dola” e “Dora” vai dar merda…) eu recuso, muito obrigado. Se bem que, não vá riscá-la como possibilidade, visto que Kamiya já deu as caras na JBC e deu uns papos com o gerente de conteúdo, Cassius Medauar. Do jeito que a JBC é escandalosa com seus anúncios, acho incrível eles nem darem uma dica disso até hoje, mas enfim, sendo JBC ou não, eu só quero um mangá/light novel com boa qualidade e sem (muitos) erros de tradução, por favor.
As notícias são escassas quanto a mais informações, mas estaremos acompanhando isso aí mais de perto nos próximos meses para atualizar a (ou lançar outra) postagem sobre o assunto. E não, não estou sendo patrocinado pela(s) editora(s) pra falar isso (mas bem que queria). 
Mas diz aí, vocês gostaram de Nisekoi? Eu queria adorar, mas não deu tão certo assim. O anime de comédia romântica da Shaft tem um visual do caramba, animação bem fluida, uma história que não é nem um pouco previsível e personagens super adoráveis para os corações otakus. Bem, acho que já mencionei que o jogo ganharia uma versão pro Vita, mas finalmente chegou a hora da Konami (mesma produtora de visual novels como Tokimeki Memorial) anunciar o título do jogo e dar umas informações sobre o mesmo, no ritmo e estilo do anime que chega a ser engraçado. Confira o trailer!
(Pra quem não manjou da reação, Yomeiri em japonês significa casamento)
Fala sério, tá bonitão o jogo, hein? Ah, é esse ano que eu compro um Vita só pra jogar essa budega (e Hatsune Miku, claro). Pelo visto, tem cara de que vai ter uns minigames legais e umas coisas extras que faltava para uma VN a ser lançada pro Vita que não seja simplesmente usar a touchscreen para pular o texto ou navegar nas falas já vistas.

O jogo será exclusivo para o portátil da Sony, sendo o seu lançamento previsto ainda para este ano, durante o outono japonês (entre setembro e novembro). Ainda não foi divulgado o preço dessa belezinha, mas estou disposto a pagar pelo jogo. Onodera, pode já ir passando a pomada que a sua hora tá chegando!!

Fico apenas com estas notícias por hoje. Espero vê-los novamente na próxima postagem. Até lá!
Out.

Tomoyo After ganhará Perfect Edition, Comyu tem sua tradução concluída pela Amaterasu

A Key é uma fábrica de maravilhas. Todos os seus principais jogos são dignos de serem chamados de obras-primas no universo de visual novels. Sim, eu disse TODOS. Não é por menos que é uma empresa tão renomada (arriscando um pouco, diria que é A mais renomada) do gênero, lado a lado com outros grandes nomes como Type-Moon (Tsukihime, Fate/Stay Night), Nitroplus (Saya no Uta, Zanmataisen Demonbane, Steins;Gate), 07th Expansion (Higurashi, Umineko, Higanbana, Rose Guns Days), Akabei Soft 2 (Sharin no Kuni, A Profile, G-Senjou no Maou) e Alice Soft (jogos da série Rance, Daibanchou).
Os fandiscs de seus jogos, no entanto, possuem reações bem mistas. Kud Wafter inicialmente havia pegado a personagem favorita de todo mundo de Little Busters!, jogou com uma outra loli e fez um eroge disso tudo. Rewrite Harvest Festa pode ser all-ages e uma certa continuação do jogo original, mas tem trocentas cenas de fanservice nas suas primeiras horas de jogatina. E teve Tomoyo After, que (*desvia das pedras*) pegou uma heroína meio sem sal pra fazer um jogo só dela. O produto final ficou legal e até tem uma boa história, mas quando a primeira meia hora de jogo é uma cena de sexo, sendo que o jogo original não tinha qualquer cena desse tipo, fica meio que na cara que o jogo foi mais feito pra dar lucro do que ser um fandisc decente. E sim, ainda tô esperando o dia em que a Key vai voltar atrás e fazer um jogo/OVA da Kotomi, porque não é justo a Kyou e Tomoyo terem as delas e ela não!
Enfim, opiniões pessoais de lado, a Key recentemente anunciou que lançará uma Perfect Edition do jogo original ainda neste ano, dia 29 de Setembro. Assim como você deve ter desconfiado quando, não muito tempo atrás, houve o lançamento de Perfect Edition para Little Busters!, o reboot comemorativo de 10 anos do lançamento original de Clannad tem tudo o que todos os reboots simples de VN têm: CGs redesenhadas e em resolução maiores, novas H-Scenes (!), full voice, mais labirintos do mini-game Dungeons & Takafumis e tudo de extra que a Memorial Edition tinha em relação ao jogo original (curioso, pois a ME do jogo era all-ages… e é a primeira vez que a Key faz um jogo originalmente 18+, depois muda pra all-ages e volta pra 18+ em outra versão… mas o contrário já aconteceu com Little Busters!).
Um dos motivos do jogo ter essa nova versão, fora os 10 anos do lançamento da franquia original, é o de que a versão original já teve sua produção encerrada, e a Memorial Edition, de 2010, não tem o mesmo conteúdo do jogo original (também foi na mesma época que a Key começou a relançar seus jogos para tirar as HCGs). Isso pra mim não é lá grandes motivos, mas ei, sempre têm os fãs fervorosos que vão comprar o jogo do mesmo jeito, ainda mais agora com a versão 2.0. O jogo não virá em Blu-Ray (o que já aconteceu num dos relançamentos de Kanon) e custará 4.800 ienes no Japão (uns R$105,00), com compatibilidade para Windows 7 e 8. E não, por enquanto não há nenhum plano para adaptar a tradução original do jogo nesta nova versão (e duvido que aconteça tão já, pois se uma coisa os meus anos de gamer me ensinou é que as chances da Key lançar o jogo na mesma engine que Angel Beats são grandes, e como é uma nova engine, vai demorar uns bons meses ou anos pra crackearem tudo).
Falando em tradução, chegou o patch de tradução para o inglês de uma visual novel cheia de história, batalhas eletrizantes, vilões overpower e…. e…. maids?


Ô, Jailson! Seu editor de merda, a imagem tá errada!!! Conserte isso PRA ONTEM!!!

Ah, agora sim! Como ia dizendo, a Amaterasu Translations, grupo de fan-translation bem famoso que já trabalhou em bons jogos como Cross+Channel, Rewrite e Muv-Luv Extra, finalmente completou sua tradução de Coμ (lê-se Comyu), visual novel da Akatsuki Works (bota coincidência nisso) que é bem conhecida pelos leitores ávidos de VN, citando (e algumas vezes quebrando) com vários clichês de típicos obras shounen e com uma narrativa extremamente envolvente onde nunca fica explícito o que é certo a se fazer ou quem está por trás de todas as bizarrices. É um jogo bem longo e tem uma arte simples, porém bem trabalhada e diversificada comparado com jogos do gênero. Se você está interessado, o patch já pode ser baixado na página de downloads do grupo.
Isso deixa este mês bem lotado no ramo de traduções para o inglês, e também marca o início das traduções do grupo para Rewrite Harvest Festa, algo que todos os jogadores da tradução original, lançada em 2013, já estavam atormentando o grupo. Isso que é Key Power pra vocês!
E aí, gostaram das notícias? Garanto então que a próxima postagem vai ser ainda melhor!
Out.

Uma breve introdução

Saudações, caros companheiros.

Caso não perceberam, sou um novo membro da Zero Force Central. Sou conhecido por diferentes pseudônimos, mas os que mais utilizo são Racast, Gaerik e Lobisomen. É uma honra estar diante de todos fazendo essa postagem. Enfim, deixarei de lado a enrolação para citar logo o nome da Visual Novel que estarei traduzindo – estou aqui para isso, afinal de contas.

G-Senjou No Maou

“Você faz o papel de Azai Kyousuke, o filho de um lendário gângster notório do submundo. Você passa seu tempo escutando Bach, brincando de Deus na escola e trabalhando secretamente para seu padrasto, um implacável peso-pesado financeiro. Essa existência utópica é quebrada quando dois indivíduos aparecem na cidade – uma bela garota do seu passado chamada Usami Haru, com um cabelo em qual você poderia ficar perdido por dias, e um poderoso criminoso internacional conhecido apenas como Maou. Quase que de imediato, os dois iniciam um jogo de gato-e-rato mortal, trazendo você e seus amigos para o fogo cruzado. Planejamento, intriga política e camada sobre camada de armadilhas interligadas são as armas neste épico duelo entre mentes.”

G-Senjou no Maou é uma visual novel famosinha bastante especial para mim. Não somente por me surpreender com o enorme número de referências à música clássica (estilo que eu curto bastante) e com sua história de tirar o fôlego, mas também por seu único estilo de escrita. G-Senjou pode ser considerado, sem sombra de dúvida, uma obra de arte.

E com o fim de não cometer a atrocidade de deturpar essa obra de arte, tomarei um cuidado extra durante a tradução, edição e adaptação da novel.

A princípio, o nome da versão brasileira será de O Diabo na Corda Sol. Sei que muitos podem discordar e achar que seria melhor optar por “O Demônio na Corda Sol”, mas tenho meus motivos para escolher este nome:

  1. O nome é uma referência ao chefe final de vários RPGs japoneses.
  2. Em um poema Alemão, Maou é retratado como um personagem que rouba as almas das crianças e as levam ao inferno.
  3. Maou é conhecido como o “Rei dos Demônios”
  4. Finalmente, ele têm de ser, mitologicamente falando, o nêmesis de Deus.

A utilização do substantivo “Demônio” seria até razoável para os dois primeiros critérios. No entanto, não sei como um simples demônio seria o inimigo mortal de Deus, ou o rei dos outros demônios. Portanto, para manter uma coerência com o resto da história, utilizarei Diabo. Mas quem sabe, talvez eu encontre referências o bastante para me fazer mudar de ideia durante o processo de tradução.

Enfim, quanto ao progresso – penso em publicar o prólogo e o primeiro capítulo em breve, sendo que apenas o que falta fazer é uma breve revisada. Para ser sincero, eu fiquei de publicá-lo neste final de semana, mas na manhã de sábado acordei com uma forte febre que me impossibilitou de raciocinar direito.
Estou de cama até hoje.

Essa é a única desculpa honesta que posso dar. Portanto, apenas digo que a primeira parte da novel traduzida e adaptada para o português chegará assim que eu tiver um tempinho livre para finalizá-la.

Desde hoje, entretanto, agradeço a atenção e o espaço que me foram dados pela equipe Zero Force Central.

Nada pra jogar? Essas são as visual novels traduzidas para o PT-BR do Hue lançadas em 2014.

Essa mina me lembra essa bola de moe fofa dandere que me faz enfartar sempre que vejo, mas cuja rota na VN é uma droga.
Vocês já devem estar putos (com razão) porque fazem mais de 6 meses que a gente não lança patch de nenhuma tradução de visual novel (acho que é o nosso recorde… pena que não seja um recorde bom), que os demais grupos estão meio lentos, que a tradução de Fate/Stay Night continuou sendo uma lenda e ninguém sabe por onde raios a tradução de Clannad está. Mas, nem tudo são lágrimas à noite. Nesse meio ano que se passou desde o lançamento da nossa tradução de Saya no Uta, surgiram alguns grupos de tradução em português, inclusive uma que desenvolveu do zero a primeira visual novel completamente e exclusivamente em português.
Sim, não é sonho! Foram 5 jogos/traduções lançadas em 6 meses, quase um por mês (e que diga-se de passagem, foi mais que as traduções lançadas no mesmo período no ano passado), e mesmo sendo VNs curtas, vai dar uma boa dose de emoção pra quem está na abstinência de moe e ficar clicando no monitor pra passar os textos.
Vamos lá?
 – Niji no Kanata ni

Um desses grupos foi o Shide, responsável por 3 jogos desta lista. O primeiro é Niji no Kanata ni, uma visual novel de uma pequena empresa chamada #define, cuja única VN traduzida em outro idioma é essa aí. As VNs desta empresa são todas curtas, e esta no caso é aquela Kinetic Novel, que, igual Planetarian e Narcissu, não possui rotas e sua progressão é restritamente linear.
Sua história é de uma menina que está internada no hospital por causa de uma grave doença, onde o protagonista deve fazer uma decisão difícil entre tentar ajudar a menina a se recuperar, ou simplesmente olhar para a sua situação lastimável dela e seguir sua vida. Se você já jogou Kana Imouto, é no mesmo esquema, só não espere o mesmo grau de qualidade. No entanto, sim, é uma história interessante (e tem HCG *aquela carinha*) e vale a conferida. Vocês podem conferir a tradução deles neste link (agradecimentos ao nosso mais novo parceiro)
 –  Grinning Heart: The Meeting
A segunda tradução do grupo é uma visual novel independente cabulosa onde vampiros e fotógrafas se encontram estranhamente num plot simples. O visual é simples, mas se colocar em conta que o jogo não é de uma empresa propriamente japonesa como quase que a totalidade das visual novels famosas por aí, mas sim de um produtor indonesiano com pouco suporte, foi um bom esforço (quem acha que é fácil, vai tentar brincar no Ren’Py pra ver). Visual novel curta, mas talvez interesse as fãs de otome games. O link do patch você confere clicando aqui.
 –  Akai Majo
A terceira tradução da Shide (surpresa!) é uma VN curta, produzida originalmente pelo estúdio Platonic F.F, um grupo amador recente que não está trabalhando em mais nada atualmente, mas cujas obras possuem visuais e traços bem diversificados. Esta VN conta a história de uma garota expulsa de seu vilarejo sob acusação de ser uma bruxa, mas cujo desenrolar da história é imprevisível e coberto de mistérios se o que foi dito era verdade ou simples opressão. O link pra tradução você encontra aqui.
 –  Toire no Hanako
É… pelo nome você pode achar estranho, mas essa VN independente do estúdio Donmai (estranhamente lançado ambos em inglês quanto em português) narra a história de uma menina que vive assustada ao ouvir barulhos estranhos em sua casa de noite…. uuhhh, meeeeeedooo….

Não é um eroge já que não possui cenas de sexo, mas há algumas cenas com pouca roupa, se isso lhe interessar. O jogo é um tanto mais longo, mas possui apenas um final e possui reações mistas dos jogadores, um tanto puxado para uma obra boa com narrativa que vai evoluindo aos poucos. Os visuais parecem aqueles modelos 3D do Cinema 4D, mas são bem feitos ao invés de ser algo cartunesco como MMD. O link do jogo você encontra aqui.

 –  Inkey University
Talvez a VN mais badalada do momento, uma vez que sua produção começou desde meados de 2011/2012 no grandioso RPG Maker (sim!), e como disse anteriormente, é a primeira VN em português, feita por brasileiros, exclusivamente para brasileiros, com HCG, rotas e tudo (até mesmo uma opção de deixar o jogo em formato all-ages)!
Como é de se esperar pelo texto, o jogo retrata um estudante que acabou de entrar na faculdade, onde os alunos devem morar nesta durante 5 anos até se formarem, tendo que se virar com a vida sozinha, formar novas amizades, superar problemas, e claro, paquerar umas meninas e aproveitar o que esse período da vida tem a oferecer.
É um jogo de duração mediana, com aquele típico argumento de que “pra zerar tudo, vai demorar”. Os visuais tão bem feitos, o texto tá bem redigido, e dá pra ver que a Uhtred, grupo de produziu o jogo, deu suor e lágrimas para passar um jogo de qualidade para os (ainda escassos, mas que continua a crescer) fãs de jogos do gênero no Brasil… (apesar de ter o Itsuki, de Shuffle!, como personagem do jogo… hu3). O jogo você pode conferir aqui.
É ISSO AE, QUERO VER MAIS JOGOS TRADUZIDOS!!!
Enfim, tá um cenário maneiro, e com um pouco de sorte, teremos cada vez mais VNs cada vez maiores traduzidas para o nosso idioma. Mas vamos dar um suporte pra esse pessoal, pois, trabalhando tão duro e ainda por cima sem ganhar dinheiro com isso, mesmo mandar um comentário ou um e-mail agradecendo o trabalho já enche o cara (ou o grupo) de alegria em saber que o pessoal tá dando valor pro trabalho feito.
E então, bora ajudar esse pessoal? Aproveita e dê uma força pra gente também, mesmo que seja em forma de dar uma curtida na nossa página no Facebook ou seguindo a gente no Youtube, daí quem sabe isso motive o pessoal (inclusive eu) pra dar um bom boost na tradução de Cross+Channel, né?

Até!
Out.

Sekai Project anuncia: Planetarian na Steam e Grisaia no Kajitsu terá tradução oficial!

Todos os anos, a Anime Expo é a maior exposição relacionada com animação no ocidente, onde muitas produtoras têm o orgulho de anunciar suas maiores aquisições e planos para o mundo e para que eles possam dormir tranquilos realizados quando suas preces finalmente foram atendidas. Por vezes, é simplesmente o desejo de trazer algum anime para o ocidente, ou tradução de mangás para o país dele, mas se é algo que está acontecendo recentemente são os anúncios de tradução de visual novels para o inglês, coisa que está se difundindo lentamente, mas constantemente (ainda bem!). Grandes empresas que localizam estes jogos como Manga Gamer (visual novels da Overdrive, Navel, Softhouse Seal, Circus e Grey) e a Jast USA (Nitroplus, Peach Princess e G-Collections) são apenas algumas empresas que já fizeram anúncios nos anos anteriores, como o anúncio do já-lançado Steins;Gate em inglês e o anúncio do também-já-lançado-na-Steam World End Economica pela MangaGamer.
Neste ano, a Project Sekai, que para os mais antigos na vida otaku devem se lembrar como o fansub (que virou comercial) de School Days original, anunciou duas delícias para os fãs. Primeiro, para quem rezando para que a Key lançasse suas visual novels para o ocidente (e que não têm dinheiro pra comprar um iPhone e baixar a versão em inglês de Planetarian de lá), eles finalmente anunciaram que Planetarian ~O Sonho de uma Pequena Estrela~, será lançada oficialmente na Steam, em inglês e com o aval da Visual Art’s, publisher dos jogos da Key. Não se ouviu falar de datas, mas acredita-se que o jogo será lançado ainda este ano (porra, eu e o Lighty traduzimos o jogo em 2 meses, esse é o mínimo que eles deveriam fazer!).
Ah, sim, e caso você queira já jogar a (excelente) kinetic novel original de 2004 em português, a Zero Force Translations possui um patch de tradução disponível aqui. Mas não vão me encher o saco perguntando se o patch vai ser compatível para a futura versão da Steam, viu? NÃO SERÁ!!
Para os fãs da também grande e conhecida visual novel de 2011 da Frontwing, Grisaia no Kajitsu, se você quiser dar um suporte oficial aos desenvolvedores, ter uma cópia física do jogo traduzido, ou simplesmente não conhece a série e quer dar uma chance (acredite, é bom), este jogo também terá uma tradução oficial para o inglês pela Sekai Project. O eroge de romance com drama, comédia e ação em boas doses também não teve uma data de lançamento específico, mas sendo um jogo para maiores de 18 anos, ele não dará as caras na Steam (pelo menos até chegar um dia em que a putaria vai comer solta… literalmente), mas sim nas lojas virtuais como Jlist e semelhantes. É bom saber que a série tá ganhando muita hype das empresas por aqui, uma vez que o anime da série também está em produção, com previsão de lançamento para a temporada de inverno deste ano (provavelmente em Outubro).
Fora esses anúncios, também houve a confirmação da tradução dos artbooks originais da franquia Narcissu, o primeiro projeto da companhia a ser lançada na Steam (e cuja tradução do primeiro jogo você pode verificar aqui também), o anúncio do cômico PacaPlus, e aquisições de outros grupos doujin para o lançamento de outras visual novels destes, tanto mais antigas (afinal, elas são curtas, então dinheiro fácil) até outras promissoras, como uma que mistura visual novel com Oculus Rift. Bem, foi novidade algo do gênero estar sendo feito, mas coisas com o dispositivo adquirido pelo Facebook estão se tornando cada vez mais frequentes, então seria apenas questão de tempo para um projeto assim se tornar realidade (falta só o Oculus Rift virar realidade, né? Para os consumidores, pelo menos)
E aí, gostaram da notícia? Bem, espero que sim. Vamos lembrar que a convenção ainda tá rolando, e, até agora, não tivemos anúncios da Manga Gamer, o que potencialmente significará outro post aqui assim que os anúncios forem dados.
Até a próxima, pessoal, e preparem suas carteiras!
Out.

Análise de Anime [12] – No Game No Life

Toda temporada tem aquele anime promissor que todo mundo não para de falar. Pode ser anime que simplesmente dá hype por ser algo que esteja na moda (quando alguém famoso desenvolve gosto por um anime e a galera fica louca e começa a ver e achar foda sem muitos motivos), ou por ter um começo promissor (mas logo fica entediante e/ou não cumpre as expectativas), ou simplesmente por ter alguém envolvido que é de conhecimento da galera (tipo Psycho;Pass, que teve Gen Urobuchi como criador da série). De resto, só se tiver uma boa dose de shounen no meio (Jojo’s), ou uma caralhada de fanservice, de preferência com lolis e personagens-fetiche (imoutos, sensei, amigas de infância, hárem, ou tudo isso junto e misturado).

No Game No Life não é um anime assim… ou melhor, é meio que uma mistura de tudo isso que eu falei com um toque bem próprio. Confuso? Imagine se você é um otaku que já viu uma pancada de anime e tenta misturar todos os grandes elementos de animes em geral e tentá-los colocar tudo de forma compacta e frenética numa série que tem o potencial de ser extremamente longa e promissora, mas que mesmo com sua curta duração, surpreende até o último segundo, com direito à fanservice, personagens peitudas, referências pra caramba, e um nível de fodesa digna de animes shounen? Bem, COMO SE NÃO BASTASSE, o criador desse anime (originalmente uma light novel) é brasileiro, sob o pseudônimo de Yuu Kamiya (ou Thiago Furukawa Lucas, no Brasil), criador de Itsuka Tenma no Kuro Usagi e que também ganhou um anime, mas não obteve tanto sucesso quanto este que vamos falar agora.

Mas por que será? Bem, a análise você vai ler agora!

História

“O que vamos fazer esta noite, irmãzinha?”
“Tentar dominar o mundo!”
https://youtube.googleapis.com/v/oT0D3ejBWRE&source=uds<— ouça enquanto lê a análise! xD

Tudo começa com dois irmãos, Sora e sua irmã mais nova de 11 anos loli Shiro. Ambos são hikikomoris, o que significa que ambos mal saem de casa, odeiam pessoas 3D e nem gostam da luz do Sol. Suas vidas se resumem ao mundo dos games, ou mais especificamente, jogos online e MMOs. Eles são tão vícios que eles dominam uma gama incrível de jogos de todos os tipos, desde o xadrez até FPS e puzzles. De tão notório era o legado dos irmãos que ambos eram conhecidos como Kuuhakus, ou “vazios”.

Um dia, Sora recebe um e-mail estranho de uma pessoa que os desafia para um jogo de xadrez, e após vencê-los uma vez, ambos são estranhamente transportados para um mundo chamado Disboard, onde tudo é determinado por dez regras e sendo que quase tudo deve ser determinado, não com guerras, mas com o resultado de jogos, onde os jogadores apostam coisas que julgam ser de igual valor.

Não demora muito para que ambos acabam conhecendo Stephanie Dola (sim, Dola… não é Dora!), neta do rei do reino de Imanity, que está quase com todas as esperanças esgotadas em seu reino, que perdeu muito território em jogos anteriores e está na beira do colapso. Sora e Shiro acabam entrando no meio da jogada e vê que ajudá-la pode render o posto de rei (e rainha) do reino, mesmo que isso tenha que vir com um jogo contra uma garota de outro reino, que pode inclusive usar mágica ao seu favor.
E então, os irmãos hikikomoris tentam mostrar o potencial dos seres que não podem usar magia ao mundo de Disboard, começando por se tornarem reis, e então partir para a dominação mundial, a fim de, no final de tudo, poderem desafiar o Deus do mundo, Tet, e se tornarem, literalmente, Deuses.

Ah, e bota umas referências na mistura!

O anime conta apenas com 12 episódios e não chega nem perto de chegar até esse ponto, mas dá para ter uma boa noção de como os protagonistas pretendem fazer isso. Dá a impressão que é pouco episódio pra muita história, mas esta é contada de forma implacável, rápida e decentemente consistente. Tem bastantes jogos épicos e dá pra conhecer muitas das personagens (sim, mulheres, em grande maioria) dos outros reinos, prato feito para quem quer ter novas waifus ou simplesmente adorar os jeitões de cada uma, já que a dublagem é extremamente boa.

Apenas desejaria que o anime fosse mais longo, mas ei, mesmo se tivesse 24 episódios, eu falaria a mesma coisa!

Animação e Trilha Sonora
Vou facilitar pra vocês: O da esquerda é referência com Akiba’s Trip

https://youtube.googleapis.com/v/lU-_8rMwMBQ&source=udsA animação é feita pelo estúdio Madhouse, mesmo estúdio de Chaos;Head, Black Lagoon e Hajime no Ippo, então a animação não é algo tão surpreendente assim, com um visual um tanto saturado de cores e não tão fluente como, digamos, Kyoto Animation ou Sunrise, então digamos que esteja na média e com um visual especial dele.

Não tem muito o que falar nisso, mas a física é bem animesca, então não vá esperar coisas extremamente realistas, ainda mais porque o ritmo do anime não é (nem um pouco) realista. As personagens são bem desenhadas (apesar que eu acho que os peitos enormes de certas personagens são desproporcionais… opa, na verdade, quase todos os animes são assim), há um nível considerável de detalhes nelas e… bem, não é um anime hentai, mas ao mesmo tempo o fanservice chega a tal ponto que fica foda engolir a semi-censura.

Efeitos especiais são bem feitos, cenários podem ser um tanto simples, e se for analisar bem, há alguns erros de proporções das personagens (especialmente nos olhos) em alguns momentos, mas não é nada realmente mal feito (né, Kanon 2002?). A trilha sonora tem umas músicas que se parecem muito uma com a outra, mas também tem suas músicas empolgantes que te deixa roendo as unhas para que tudo dê certo. Como já disse, a dublagem é excelente e não tem aquela sensação que todas as personagens são “mais uma”, mas sim personagens que têm características e importâncias próprias, algo que é muito bom para uma maior imersão no universo da série.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
O anime pode ser hypado pra caramba, mas não tira o fato que é foda. ~Desu

https://youtube.googleapis.com/v/us-x8HOv6YI&source=udsEu confesso, eu comecei achando que o anime seria uma cópia (das mais paias) de Sword Art Online, o que já é motivo para eu dropar o anime depois do primeiro episódio… ah, mas que bom que eu não dropei!

Sim, de fato, eu já disse que não sou muito fã de animes que têm protagonistas fodões que simplesmente fazem tudo que querem porque podem e foda-se as explicações lógicas por trás disso. Entretanto, esse é um dos raros animes que, realmente, se o protagonista não for fodão ou tão calculista quanto Kuuhaku, não haveria como a proposta do anime dar certo, logo, esse anime foi um muito importante para provar que protagonistas overpower com lógicas ilógicas são necessários para lutar contra algo que é originalmente fora do alcance deles: a magia.

Tem animes, geralmente shounens, que não mostram direito como o protagonista consegue vencer um vilão. Ele simplesmente vence, foda-se se ele treinou para isso ou não, se foi na cagada ou não, se foi inexplicado ou não. Em NGNL, a explicação às vezes é mal dada (cá convenhamos que tem que ter algumas brechas pra explicar alguém ter um raciocínio tão roubado quanto o deles), mas tá lá uma coisa que é possível, por mais que algumas vezes possa parecer ousadia um cara planejar algo tão grande e tudo convenientemente dar certo, exatamente como ele queria.

Claro, totalmente…

Isso pode ser frustrante para alguns espectadores, mas se você não for tão exigente, eu digo: TUDO É FODA BAGARAI!

As batalhas (ou jogos, como preferir) são extremamente over the top, dignos de animes que passam longe da temática deste. Não obstante, o anime apresente uma história que se desenvolve muito, também para justificar a complexidade de, realmente, dominar o mundo. Ao invés de simplesmente ser um cara fodão que derrota todo mundo, tem um desenvolvimento fudido pra isso tudo acontecer, e alguns episódios mais “parados” na verdade são para chegar nisso, de tal forma que os planos mirabolantes de Sora realmente foram planejados, e não um monte de fato que foi juntado na sorte para que fizesse tudo ser possível.

Como já disse, o anime também conta com uma dose generosa de fanservice, com VÁRIAS cenas em que as personagens do anime aparecem tomando banho ou em roupas curtas e reveladoras, ou até mesmo um episódio que aparecem elas pe-la-das. Não, eu já disse que o anime não tem classificação para maiores de idade, mas ainda assim consegue fazer o feito. Ah, nada melhor que ver a cara de envergonhada da Steph quando ela fala que tá sem calcinha… xP

É até difícil falar algo de ruim do anime se não for pelo ritmo que de vez em quando é excessivamente apressado (também, pra 12 episódios só…) e que não dá pra você entender por completo se você não pausar e voltar algumas cenas de vez em quando. Explicações e coisas mais “cruciais” inclusive seguem isso, o que confunde pra caramba se você quer entender a história do anime, ainda mais por causa das trocentas raças e nomes de territórios que aparecem.

Agora, se você está simplesmente para a ação frenética dos jogos, ou só para ver as personagens, fanservice e dar gargalhadas com as referências que o anime traz (acredite, são muitas), então esse anime também não vai decepcionar nem um pouco. Você rapidamente vai gostar da Shiro e do Sora, do potencial foderoso deles, do raciocínio que eles seguem e das loucuras que eles fazem à princípio sem sentido, mas que logo se encaixa nas suas verdadeiras intenções.

Conclusão e Nota Final
E o último episódio nem desaponta! Longe disso!! MAS QUE DELÍCIA É ESSA, CARA???

https://youtube.googleapis.com/v/cQkB6nAyirQ&source=udsCadê o seu Deus agora pra falar que “só tem anime de escolinha fazendo sucesso”, hein? No Game No Life é um anime como você nunca viu antes. Você pode ter visto algo “similar” ou “que puxa umas ideias”, mas você nunca viu um nível de tanta coisa foda num único anime (de 12 episódios!!!).

Geralmente comédias românticas tem alto grau de fanservice, mas baixíssima ação. Shounens seriam o contrário, mas podem ter humor também. Dramas ficam presos em alguns personagens apenas num dado momento, e animes com partes históricas raramente possuem o fanservice e bishoujos para atrair a população otaku atual.

Yare yare da ze….

No Game No Life junta tudo isso (e mais um pouco) numa mistura irreverente, única e fantástica, tanto que vai fazer você pensar “Por que tem tão poucos animes assim disponíveis??” e já construir hype pra próxima temporada (que há boatos de estrear no inverno do ano que vem, provavelmente na temporada de outubro de 2015). Ah, e não se esqueça de dar uma boa procurada pelas Light Novels originais, com alguns volumes traduzidos por aí caso você queira saber do que vai ocorrer mais pra frente.

 – Pontos Fortes 
      *Uma história de verdade que se desenvolve
      *Os jogos e desafios entre os personagens
      *Fanservice pra dar e vender
      *Inúmeras referências para testar seu conhecimento otaku
      *Ótimas personagens, distintas e fofas em seus próprios jeitos
      *Possui ritmo frenético e viciante
      *Tem uma moral bem forte por trás de tudo
 – Pontos Fracos
      *Apenas 12 episódios
      *Alguns buracos em certas explicações
      *Muita coisa ser “conveniente”

Nota Final: 8,5/10
Respiração conjunta, meu pau! Essa cena foi
uma viagem só de ida pro inferno!

Um excelente anime, do começo ao fim, e garanto que ele satisfaz gostos de muitos, se não todos os fãs de anime por aí. Se você for extremamente rigoroso com algumas picuinhas que eu citei, ainda assim você vai gostar do anime, mas num nível menor. Aliás, o anime é tão bom que você vai ficar ansioso após ele acabar, ainda mais pelo fato que tem (MUITA) coisa que ainda não é explicada ou negligenciada após o anime acabar.

Recomendo ver o anime inteiro, mas é quase certeza que ao terminar de ver o terceiro ep, você já estará absorvido pelo vício brazuca deste anime divino. Claro, e que venha a próxima temporada logo!

“Shiro!! Se tem algo que passa perto de irmã loli mais nova, são garotas com kemomimi!!!”

Bom, e com isso terminamos a análise de hoje. Quer deixar suas impressões do anime aqui? É só colocar como comentário aqui embaixo! ^^

Até a próxima, galera!
Out.

Hora de tirar o pó do seu PSP: Demo de Danganronpa em PT-BR!!

Quem que não ficou no hype com a série quando ele estava como anime do ano passado? Se você já viu o anime ou conferiu a nossa análise do (excelente) jogo de PSP, sabe que Danganronpa não é um título “leve” ou “modinha”, mas realmente foda, intrigante, respeitável e viciante. Não importa se o anime não fica no mesmo nível que a visual novel, a verdade é que a franquia é muito bem executada,  e com o anúncio do segundo jogo ainda para este ano, os fãs só tem motivos para comemorar.
E comemorar MUITO! Afinal, até o povo HUE HUE BR BR vai poder aproveitar a onda, uma vez que a Danganronpa Brasil, o grupo de tradução de (adivinha…) Danganronpa para o nosso idioma, finalmente disponibilizou para nós uma demo do jogo traduzido. Vale lembrar que isso tudo é para a versão do jogo em PSP, ou seja, se você tem um Vita e o jogo para ele em inglês, não adianta encher o saco do Monokuma que ele não é mago para portar um jogo de PSP para Vita, quanto mais traduzido (pelo menos por enquanto, né…).
Para quem não sabe, a demo de Danganronpa é um pouco diferente do início do jogo original, mas é excelente para o jogador iniciante saber como funciona a mecânica dos tribunais de classe no jogo e já ir treinando para o jogo principal, onde o pau come de verdade. Sim, é curto, mas hey, é uma demo, e demos são curtas (né, Ground Zeroes?), feitas para provar simplesmente que “algo é possível” enquanto dá uma palinha para os jogadores se deleitarem enquanto isso. Neste caso, encare isso como uma prova que não é só porque o grupo de tradução não dá notícias de tradução que necessariamente eles largaram mão ou coisa do tipo. A tradução tá rolando e rolando liso! 
A tradução do jogo completo, no entanto, não tem previsão para ser lançado (não num futuro próximo, pelo menos), mas quem se interessar em fazer parte do grupo, acelerar o processo e ainda ganhar um bônus e ter seu nome gravado na eternidade como um dos colaboradores da tradução, você pode tentar a sorte e dar uma conversa com o poderoso chefão do grupo e, quem sabe, dependendo da sua disposição e boa vontade, dar aquele empurrãozinho que as traduções de VNs no Brasil precisa, não?
Para quem já jogou e está mais ansioso mesmo para o segundo jogo sair em inglês, Danganronpa 2: Goodbye Despair lança dia 2 de Setembro nos EUA e no dia 5 de Setembro para os europeus, exclusivamente para o Vita (já que o PSP is dead e sequer está sendo fabricado agora). Há rumores também que Danganronpa 3 está em produção pela Spike Chunsoft (segundo aquele trailer do spin-off da série apareceu), mas nada foi confirmado ainda (só pra deixar você roendo as unhas).
Gostaram? Eu adorei! Bem, aproveitem, botem hype no grupo e na equipe que está trabalhando, e boa sorte pra esse pessoal dedicado para que possamos ter essa belíssima VN em nosso idioma num futuro próximo!
Out.

Curtiu Shuffle? Tá na hora de dar uma olhada em Tick! Tack! e Really? Really!

Essa é a mãe da Nerine, mas se você não se importar com um loophole do caralho, você pode se casar com ela e ser pai da sua namorada (não se pergunte muito sobre isso ou seu cérebro vai pro saco)
 Se você acompanhava a Zero Force, sabe que eu ADORO Shuffle! É a minha visual novel favorita, tem personagens muito carismáticas, as rotas são bem elaboradas, tem HCGs satisfatórias e que satisfaz vários fetiches da maioria dos otakus. Meu amor pelo jogo foi tão grande que me incentivou a criar o grupo de tradução de visual novels e, eventualmente, traduzir este jogo, cujo qual já possui mais de 2000 downloads do patch de tradução em PT-BR.

Dá vontade de agradecer o suporte, mas o assunto desse blog é em nome de vocês que já baixaram e gostaram da tradução: tem mais jogos da série para eu, um mero mortal que não sabe japonês, tenha capacidades de jogar? Bem, se você manja na língua inglesa, então tenho boas notícias.

A empresa Manga Gamer, que já traduziu várias visual novels até hoje, de empresas como Overdrive (Kira*Kira, Deardrops, Dengeki Stryker), Circus (Da Capo, Suika), 07th Expansion (Higurashi, Umineko), Innocent Grey (Kara no Shoujo) e minori (e.f., Wind, Supipara), também traduziu VNs da Navel, empresa que produziu Shuffle originalmente. Até o ano passado, apenas Soul Link foi o outro título da empresa, título este que não é muito conhecido e obscurecido pela fandom da empresa (mesmo tendo anime e tudo). Shuffle, no entanto, teve tanto sucesso e repercussão até hoje no cenário de visual novels que rendeu vários outros jogos. Dois deles, ditos como sequências (mas que sinceramente seriam after stories. Se você se confundiu, leia nosso termos de visual novels) são Tick! Tack! e Really? Really!, tiveram traduções recentes para o inglês por esta mesma empresa. Mesmo não sendo jogos tão longos quanto o jogo original da franquia, graças aos fãs enchendo o saco (… chamou?), ela atendeu os pedidos com grande prazer, aproveitando da diferença da experiência da empresa nesses anos todos entre os lançamentos das traduções desses jogos.

Tick! Tack! conta o que acontece após a rota da Nerine do jogo original, onde um acidente acaba fazendo que Rin e companhia voltem no tempo na época em que a mãe de Nerine, Ai (é o nome dela, viu?), estava noiva de seu pai, Forbesii, mas acabam testemunhando que Sage, a empregada deles, estava tremendamente apaixonada por Forbesii, mas que não gostaria que eles se separassem por sua causa (e por isso ser meio mancada, né?). Daí, cabe a Rin decidir ao certo qual casal merece ficar até o final: o casal pré-estabelecido, ou balançar tudo para que a Sage tenha um pouco de felicidade para ela mesma… e aproveitar o tempo, claro, para dar um pega nas garotas que o jogo tem para aproveitar… e também mexer com a linha do tempo maluca que tal viagem no tempo pode provocar… ou será que não? Bem, como não gosto de postar spoilers de algo que não seja análise de jogos, é melhor eu ficar quieto.

Really? Really! é um outro after story, mas desta vez continuando a partir do final da rota da Kaede do jogo original. Após reencontrar uma antiga amiga de infância, Yae Sakura, que anteriormente era amiga da Kaede na época em que todos eles eram da mesma sala (Sakura parte para um colégio exclusivo de meninas ao prosseguir para o ensino médio), Kaede acaba ficando doente, e, por um motivo do capiroto, Rin e seu harém (+ Itsuki) acabam se encontrando com a mãe de Kaede e que pede para que eles voltem ao tempo (tecnicamente, entrar na cabeça da Kaede e reviver suas memórias, mas é quase a mesma coisa) para reordenar as memórias da Kaede na ordem correta para que ela possa se recuperar.
Tem um aspecto meio Phoenix Wright de jogo, onde você pode, quando notar, levantar uma “objeção” quando algo errado surge no jogo  para que a memória da Kaede fique em conformidade com a realidade. No entanto, não há muitas barreiras que impeçam o jogador de ignorar algumas (muitas) dessas incomformidades e que possa fazer o que bem desejar com as personagens do jogo, desde deixar a Asa com o cabelo longo até fazer a professora Benibara virar sua escrava sexual (e nem estou zuando… quase).

Como disse, os jogos são curtos, mas pelo menos todos eles têm vários finais diferentes, cenas de sexo agradáveis e uma boa dose de fanservice/diálogos engraçados/referências/ no meio dos jogos. Muitas personagens novas também compõem o elenco, o que anima quem achava as personagens originais meio enjoadas (ou simplesmente preferirem algo diferente no cardápio). Fora isso, bem, não tem muita coisa que o jogo possa oferecer a mais para os jogadores de visual novel, logo, não possui tanto atrativo para quem não gostou tanto do jogo original (… afinal, se você é um deles, o que está fazendo aqui?), mas do contrário, pode apostar que você vai gostar dos novos cenários do jogo, das referências com o jogo original e outros jogos da mesma empresa, das novas roupas que as personagens vestem (tem gosto pra tudo, ué) e do ritmo mais relaxado desses jogos em relação à história original.
Tick! Tack! e Really? Really! estão disponíveis na loja virtual da Manga Gamer (na sessão adulta, claro) por 34,95 dólares (ou 78 reais, aproximadamente), exclusivamente em formato digital para download. Infelizmente, não há a possibilidade de comprar o jogo japonês e aplicar um patch de tradução ou algo do tipo… na verdade, duvido que alguém teria uma cópia original em japonês em casa, pois se tiver… me liga.
O preço pode ser meio salgado sim, mas convenhamos, para quem é fã, não é tão absurdamente caro assim que impossibilite a compra (afinal, tá mais barato que jogos convencionais para PC… sem contar Steam, né). Além disso, toda e qualquer contribuição é essencial para que a empresa continue traduzindo visual novels, especialmente da Navel, então tenha isso em mente antes de achar que “é bobeira” ou “mas prefiro comprar *jogo x*”.

Bem gente, isso aí é o post de hoje. A notícia é velha, mas como eu já disse, eu simplesmente adoro a franquia. Só não posto nenhuma análise aqui no blog por não ter adquirido os jogos traduzidos, mas assim que puder, podem apostar que vou postar alguma coisa especial (especialmente para Really? Really! por ser mais recente e mais engraçado).
E EU QUERO SHUFFLE! LOVE RAINBOW OU ESSENCE+ OU ORETSUBA EM 2015, VIU, MANGA GAMER!?!? (Se bem que, pela “cronologia” da Navel, o próximo título deverá ser Ne~Pon? x Raipon)
Até a próxima o/
Out.
P.S: Parem de me encher o saco pedindo tradução desses jogos para mim… já disse que, se pudesse, adoraria traduzí-los, mas não posso T^T.

Análise de Anime [11] – Nisekoi

Notícia ruim: tem um trap aí. Notícia boa: é um trap bom.

Fazia tempo que eu não postava uma análise aqui, não é? (faz tempo que não posto nada mesmo, mas deixa pra lá). Bem, agora que o Out está de “férias”, terei mais tempo pra postar aqui, então, se você sentiu a minha falta nesse tempo, pode ficar feliz!

Indo para a análise em si, Nisekoi foi originalmente uma série de mangá do autor Naoshi Komi em 2011, primeiramente tendo seu one-shot (basicamente um capítulo mostrando a sinopse da série) e serializando-se no final do mesmo ano pela Shounen Jump, atualmente com 12 volumes. O anime foi de responsabilidade do estúdio Shaft, o famoso estúdio por trás de Madoka Magica, Bakemonogatari e, mais recentemente, Mekakucity Actors, sendo o primeiro anime do estúdio de 2014. Além disso, o jogo tem um jogo (meio bobinho) pra iOS e Android onde você pode (…) tocar nas duas heroínas principais da série e fazê-las trocar de roupa, mas em compensação, a Konami, a mesma produtora de outras visual novels como Tokimeki Memorial e Love Plus, se comprometeu a fazer uma VN da série exclusivamente para o Vita ainda neste ano, entretanto, apenas revelará os detalhes apenas no mês que vem.

Mas e aí, o anime é bom mesmo? Bem, a análise você vai ler agora! Vamos começar?

História

Sim, Kana Hanazawa dubla essa belezinha aqui, o que a torna 10 vezes mais fofa no anime. 

<— música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Ichijou Raku seria qualquer garoto do colegial se não fosse pela sua criação: sua família faz parte dos Yakuzas, um grupo da máfia japonesa, sendo que seu avô é o chefão da parada toda. Até aí, nada de mais, ele só tem que cozinhar pra eles e lidar com um pouco de tormento por parte deles já que ele é um forte candidato a ser o sucessor do grupo, o que ele não liga tanto assim. Na escola, ele é gamado em sua amiga de infância, Kosaki Onodera, que também é secretamente gamada nele, mas se sente envergonhada ao pensar em confessar seus sentimentos pra ele (e vice-versa), por mais que sua amiga, Miyamoto Ruri, sempre fique criando cenários para os dois ficarem juntos e ver a Onodera feliz.

Uma história de romance simples e pura, não? Bom, aí que tá o twist: Raku vive com uma espécie de amuleto preso em um colar consigo, tal qual fora dado de presente dez anos atrás por uma amiga dele que prometeu que, quando eles fossem se reencontrar, após abrir o amuleto, eles se casariam. Enquanto Raku tenta achar essa garota, uma estudante acaba se transferindo para a mesma escola que Raku. Ela se chama Kirisaki Chitoge, uma mestiça de japonesa com americana que é extremamente bonita e, mesmo que a primeira vista não dá bola pro Raku, na verdade é filha do chefão da Beehive Gang, um grupo da máfia americana que vive entrando em brigas com a Yakuza.

Como um método para parar esses conflitos, ambos os pais deles tentam convencer um ao outro que os dois estão namorando, e portanto, que o atrito entre eles deve ser deixado de lado para que não atrapalhe os dois. Mesmo que ambos, no começo não queiram devido a diferença de personalidade entre eles, eles acabam cedendo para o bem maior. Curiosamente, Raku mais tarde descobre que tanto Chitoge quanto Onodera possuem chaves que poderiam abrir o seu amuleto, e então, ele fica confuso e tentando se lembrar se uma delas realmente poderia ser a garota que ele se comprometeu (dentre mais outras que acabam surgindo mais adiante).

Assim, Nisekoi tem a fórmula perfeita para ser a comédia romântica com mais plot twists que 20 episódios poderiam oferecer. Mesmo que tirando alguns episódios “fillers” (que nunca dão o braço a torcer que realmente são fillers), a trama é justamente saber se Raku vai descobrir quem é a garota de seus sonhos e quem é a misteriosa garota de 10 anos atrás. Com fatos atrás de coincidências, o anime tem um ritmo que raramente fraqueja, além de momentos genuinamente engraçados com todas as personagens.

Animação e Trilha Sonora
A verdade é que todo mundo quer enfiar a chave no buraco do Raku, mas todo mundo tem vergonha de pedir pra ele.
https://youtube.googleapis.com/v/VghfxEYVojA&source=udsSe você já assistiu algum anime da Shaft, já sabe que o visual dela é irreverente. Ele não mantém muita proporção entre episódios e certas cenas, mas as transições são imprevisíveis, e algumas perspectivas misturam toques de impressionismo e surrealismo, dando a impressão que cada cena que foge das perspectivas comuns passam uma sensação misteriosa para o espectador, o que impressiona (sacou?) e mostra que os animadores não pouparam esforços para fazer cenas únicas entre olhares e frases.

Os traços das personagens são bem desenhados, o jogo de luzes tentam ser realistas mas infelizmente não pegam tanta atenção de quem for assistir, e claro, poses moe com direito a closes em decotes e partes mais sensuais estão mais que presentes, então sim, temos bastante fanservice pra quem gosta e para todas as personagens.

A trilha sonora já é algo bem mais discreto, com típicas músicas que passam ansiedade e indecisão no mesmo grau que o protagonista se depara com situações complicadas. Em alguns momentos dá pra perceber a semelhança com trilhas sonoras de outros animes do mesmo estúdio por causa dos instrumentos e algumas nuâncias nas músicas, mas ainda assim são todas músicas originais para o anime.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
O nome dela pode ser Marika, mas ela é bem danadinha (especialmente com esse olhar)

Já vou avisando, contém pequenos SPOILERS!!

O tema do anime começa exatamente do jeito que eu mais adoro: triângulos amorosos onde nada é certo. Por mais que Raku comece e continua gostando mais da Onodera do que da Chitoge, tem episódios em que dá a entender que é a Chitoge que possue a chave que destranca o amuleto dele, o que o faz tender a ter sentimentos por ela. Quando ele tenta se aproximar dela, ela solta seus jargões típicos de tsundere e soca o sopapo nele, o que o faz querer torcer pra que ele goste da Onodera. O diretor do anime com certeza manjou nisso e, logo depois, joga algumas cenas focadas nela, mas como a Onodera é extremamente tímida com seus sentimentos, ela não consegue tomar coragem pra falar o que realmente sente, e como Raku também não é muito homem nesses momentos, isso acaba abrindo uma brecha para a Chitoge dar um jeito de tomar a atenção do Raku pra ela (ou quando é necessário, já que eles estão finjindo que estão namorando e um dos integrantes da Beehive duvida da veracidade do namoro da Chitoge). Pode dar a impressão que o anime é monótono quando chega nesse aspecto, mas é longe disso: os momentos engraçados são abundantes, o que acaba lhe distraindo, além de que você nunca vai saber ao certo quem era a garota de 10 anos atrás já que cada personagem possui algo que faz o protagonista lembrar dessa época e o faz ficar cada vez mais confuso.

O anime consegue manter a atenção do espectador presa até a metade do anime com incríveis argumentos e cenas que vão aproximar ambos os personagens do protagonista, mas tudo disso começa a mudar com a chegada de mais duas heroínas na jogada: Seishirou Tsugumi, a “maria-homem” da história que você começa a JURAR que é homem no primeiro episódio que ele aparece, mas a descoberta que, na verdade, ele é “ela” chega a ser cômica e mal-explicada (ainda mais com os peitos massivos dela). A segundo, Tachibana Marika, já é até apelão: ela surge DO NADA, e ainda por cima o avô do Raku fala que ele já era noivo dela por causa de uma promessa feita por engano (eita, pinga danada!). Em um caso parecido com a Chitoge, ela é filha de um comissário da polícia japonesa, o que também poderia dar uma briga feia entre máfia e polícia se ele não se casasse com ela, o que dá luz a um dilema que, em qualquer decisão tomada, vai ter gente que vai sair perdendo na história. No entanto, Raku consegue (!) cancelar o noivado ao conversar com o pai dela e, estranhamente, tudo sai bem, mesmo que Marika continue jogando seu charme pra cima dele e tentar enfraquecer seu coração para ser toda dela (e acredite, ela sabe EXATAMENTE como fazer isso).

Nessa segunda metade, eu achei que o anime perdeu o foco. O que antes era um triângulo amoroso em que “ou era uma, ou outra”, virou um hárem em que o Ichijou meio que tinha a possibilidade entre escolher qualquer uma das garotas e, mesmo com os efeitos colaterais, daria tudo certo no final. Achei que a Megumi foi adicionada desnecessariamente, e mesmo ela tendo potencial (e um corpo do capeta), ela não teria nenhum motivo em particular para ficar com o protagonista, uma vez que ela quer que o mesmo fique com a Chitoge (e também, se for pensar fundo, as aparições dela nos episódios após a aparição da Marika foram desnecessários). Já com a Marika, ele realmente teria um motivo pra ficar, assim como a Chitoge, mas que ele acaba sendo o personagem mais indecisivo de todos ao dar a maior miguelagem com ela e no final das contas ainda parecer que ele gosta dela por causa do esforço que ela passou em tentar se tornar a garota de seus sonhos na época.

Eu não ligo pra plot twists com personagens novas na trama, mas uma coisa acabou pecando no anime: a falta de contexto pra tudo isso. Tudo acontece rapidamente, sem uma explicação realmente plausível, e ainda por cima, sem uma resposta firme do protagonista com o cenário em que ele vive se encontrando. Além disso tudo, novamente, após a aparição da Marika, o anime praticamente esquece que o Ichijou tava com o seu amuleto no conserto e simplesmente esquece de focar a mente na garota na qual fez a promessa. Isso eu achei algo inadmissível. Quando uma das tramas principais da história, que foi abordada por vários e vários episódios, some sem um motivo persistente (que aliás, motivo tal que eliminaria a possibilidade de ser uma das heroínas da série, algo que é meio conflitante), é algo preocupante.

Olha a referência!

Tá, confesso que eu tive uma heroína preferida na qual NÃO TINHA COMO um ser humano em condições normais de consciência e sanidade recusar. Eu tento, forçadamente, fazer com que isso não interfira na análise da série, mas no final, foi nesse pensamento que eu cheguei a conclusão que um anime desse tipo poderia continuar para sempre, como uma soap opera, na qual o episódio final do anime deixa muito em aberto e contribui pra isso. Falando no final, além de chegar mais cedo do que o esperado, acaba sendo um ponto negativo para o próprio anime, tanto deixando em aberto a existência de uma possível segunda temporada quanto deixando claro com quem o Ichijou terminaria nas condições dele. Realmente, quando um anime não deixa um ponto final claro e dá uma dica tão grande para quem está assistindo, isso foi praticamente entregar o ouro, dizimando minhas esperanças para isso se reverter numa possível segunda temporada.

Conclusão e Nota Final
Pocotó pocotó pocotó, minha éguinha pocotó!
https://youtube.googleapis.com/v/NO214Xl76jo&source=udsO anime, assim como qualquer outro de “escolinha”, tem um romance bem profundo e misterioso e uma comédia muito bem planejada, realmente prendendo a atenção do espectador e o deixando ansioso para os próximos episódios. No entanto, conforme o anime vai progredindo, por mais que o elemento comédia continue firme e forte, você vai crescendo aquela vontade interna de que a história evolua, coisa que não acontece no ritmo que você espera. Tantos plot twists juntos deixam incerto quem era a garota do passado de Raku, o que também colabora com aquele pensamento em que há a possibilidade de ser qualquer uma das heroínas principais.

Enquanto eu não posso reclamar da fidelidade que o anime tem em relação ao mangá original (sim, dei umas lidas nos capítulos, e posso afirmar isso), um fato engraçado é que o one-shot da série acaba estragando tudo. Esse pode ser o maior spoiler que eu posso dar em uma análise (e que eu REZO pra que não seja o mesmo final se o anime tiver mais uma temporada que termine com a história), mas a verdade é que, na história original, já era para Chitoge e Raku saberem que ambos eram amigos de infância e que eles foram quem fizeram a promessa de se casarem quando se reencontrassem. Quando eu descobri isso, minha reação foi de negar, convictamente, a possibilidade de tal fato, mas após pensar um pouco sobre isso, é algo extremamente válido, e pior, muito provável após o final do anime (sim, nem preciso falar que o final foi um dos piores pontos do anime pra mim, né?).

O resultado? Um anime que tinha tudo para ser a minha série favorita acabou me desapontando. E muito.

 – Pontos Fortes 
      *A história é extremamente atraente
      *A comédia é irresistível
      *Visual acima da média dos animes
      *Personagens bem distintas e com jeitos diferentes de encarar cada situação
      *As aberturas feitas por Kz, compositor de músicas de Vocaloid
      *Tem fanservice que não desaponta
 – Pontos Fracos
      *A trilha sonora não tem nada de especial
      *A história começa a ficar lenta na sua segunda metade
      *As heroínas (e o protagonista) têm chances de deixar tudo claro, mas falham e não correm atrás
      *O final do anime é anti-climático e deixa claro quem terá vantagem numa suposta segunda temporada
      *Muitas perguntas cruciais não foram respondidas

Nota Final: 7,5/10
Eu adoraria gostar desse anime, de verdade. Os elementos que ele tinha no começo eram dignos de me fazer sentir igual o meu primeiro anime de romance/triângulo amoroso que realmente me fez sentir interessado em acompanhar animes tão fervorosamente até hoje.Infelizmente, talvez por conta do diretor ou por conta do roteirista, o ritmo do anime muda bruscamente após a sua primeira metade, o que acabou por desapontar, mesmo que as personagens originais ainda fiquem em primeiro plano e que a comédia ainda o mantém entretido até mesmo no último episódio (que diga-se de passagem, tá lá no sexto volume do mangá, ou seja, quase certeza que vão continuar). Pra resumir, é um bom anime, mas dependendo de quem você “escolher” para torcer, você vai se desapontar, ou, no mínimo, vai achar estranho a entrada de outras personagens e de certas cenas no meio da história. É uma série bem legal de acompanhar, mas esse é uma das raras séries que eu realmente recomendo que você só assista alguns poucos episódios do anime e já parta logo pro mangá para evitar o final do anime. Você foi avisado.
Chitoge: – “Vai se foder, Out! Tô pouco me ligando se você não gostou de mim e do final!!”
Eu: – “Vai você, mulher 2D. Daria 11/10 GOTY pro anime se o Raku ficasse com a Onodera!!”
Bom, e com isso, finalmente temos mais uma análise para o nosso acervo. Gostou? Não? O que você achou da série? Achou que o mangá tá melhor? Deixe seus comentários!

Até a próxima, galerada!
Out.

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